Gestão de Operações
Gerir a produção é gerir filas de espera (RA)
Porquê utilizar expressões novas (a maioria das vezes acrónimos anglo-saxónicos, como por exemplo, lean manufacturing, TQM, JIT, etc.) para traduzir conceitos
antigos como o da EFICÁCIA e EFICIÊNCIA? Um consultor norte-americano que tive o prazer de conhecer pessoalmente dizia (e escreveu em livros
seus), que estes neologismos não são mais do que "vinhos velhos embalados em garrafas novas" que ajudam a vender serviços!
Funções do gestor de operações:![]()
Gerir eficazmente operações numa empresa industrial ou numa empresa de serviços requer competências na concepção e construção de sistemas integrados de pessoas, materiais, informação, equipamentos e energia. Estas competências têm os seus fundamentos na matemática, física e ciências sociais, as quais se combinam com os princípios e métodos de análise e concepção de sistemas de forma a especificar, prever e avaliar os resultados obtidos. Assim, o gestor de operações trabalha na indústria (project, job-shop, batch, flow, process) ou serviços (hotéis, hospitais, bancos, administração pública, grandes edifícios comerciais, etc.), com o objectivo de melhorar permanentemente a qualidade dos produtos e serviços prestados e a produtividade das organizações.
De uma forma sucinta, o gestor de operações reúne competências nas seguintes áreas de trabalho: Análise de métodos, tempos e custos de operações; Contabilidade de custos; Gestão de stocks de materiais e análise da sua performance; Controlo de Qualidade de produtos e de processos; Análise e reformulação de layouts; Análise da performance da gestão de sistemas; Análise estatística do funcionamento de sistemas; Técnicas de simulação de sistemas (operacionais e de gestão); Análise económica e financeira de projectos de investimento; Análise multicritério de alternativas de decisão; Manutenção Preventiva e Curativa de equipamentos; Segurança, Saúde e Higiene no Trabalho; Gestão de Energia; Planeamento e Controlo de Operações; Planeamento e Controlo de Projectos; Tecnologias de Produção Industrial; Automação e Robótica...e recorre a software de apoio - desde as ferramentas popularizadas de automação de escritórios até a software específico que lhe permite planear e controlar operações, analisar sistemas existentes ou conceber novos sistemas (criando modelos e simulando o seu funcionamento).
Para que serve o Planeamento e Controlo da Produção?
A área de produção industrial tem sofrido ao longo das últimas três décadas enormes transformações, quer no respeitante às tecnologias, quer no respeitante às suas formas de organização. Enquanto que as tecnologias caminharam no sentido de proporcionar níveis crescentes de eficiência e flexibilidade, as formas organizacionais esforçaram-se por conciliar dois objectivos aparentemente inconciliáveis: a qualidade e a flexibilidade. As empresas foram progredindo nesta senda e muitas atingiram níveis limite máximo de performance operacional. Resta um paradigma a conquistar: o da previsibilidade, isto é, conseguir cumprir as datas que foram prometidas. Para tal, para além de informação realista na base de dados e de software apropriado, é necessário identificar todas as restrições que se colocam nos vários ambientes possíveis de produção, compreender o seu comportamento – muitas vezes aleatório – e contar com os seus efeitos no processo de planeamento e controlo.
As técnicas de planeamento evoluíram muito e diferenciaram-se também consoante os diferentes ambientes de produção: repetitiva contínua (process), repetitiva discreta (flow-shop), repetitiva por lotes (batch), intermitente múltipla (job-shop) e intermitente unitária (project). O primeiro passo para conseguir um bom nível de previsibilidade começa pois pelo domínio destas técnicas, as quais são hoje suportadas por software. De salientar que algumas destas técnicas são extensíveis a muitos ambientes de serviços, como, por exemplo, estabelecimentos de saúde e administração pública.
As minhas competências nesta área permitem-me:
Organizar a produção de forma a responder rapidamente a alterações necessárias do planeamento;
Encurtar drasticamente os tempos de mudança de série de fabrico de forma a viabilizar a produção de pequenos lotes;
Sequenciar lotes de fabrico de forma a manter os stocks a níveis mínimos e, simultaneamente, nunca entrar em rotura;
Balancear uma linha de produção de postos de trabalho fixos (quem faz o quê);
Balancear uma célula de trabalho (postos de trabalho móveis);
Conceber e implementar um sistema de sincronização entre postos de trabalho (Kanbans);
Dimensionar lotes económicos de fabrico;
Dimensionar stocks de desacoplamento entre postos de trabalho (buffers);
Estimar durações e custos das várias actividades de um projecto e programar a sua realização (CPM e PERT);
Construir tempos standard ou custos standard de operações repetitivas;
Determinar a probabilidade (risco) de a duração ou o custo de uma actividade ou de um projecto exceder limites predefinidos;
Seleccionar um layout que melhor satisfaça determinados requisitos.
Os artigos e aplicações Excel seguidamente listados exemplificam como abordar alguns destes temas e destinam-se apenas a ilustrar as minhas competências.
Eis alguns artigos meus sobre gestão de operações industriais que poderão ser-lhe úteis:
Impacto da não-qualidade em processos de produção (pdf) (introduzido em 11 de Julho de 2011)
Carregamento ou sequenciamento de OF´s (pdf)
Lote de fabrico versus Lote de transporte (pdf)
Introdução às filas de espera (pdf)
Balanceamento de uma linha de produção (pdf) (ampliado em 19 de Abril de 2011)
Dimensionamento de um parque de equipamentos clínicos de emergência (pdf)
Comunicação ao 2º Encontro Nacional de Riscos, Segurança e Fiabilidade (IST - 2007)
A simulação na análise do funcionamento de um bloco operatório (pdf)
Planeamento de longo, médio e curto prazo (pdf)
Fila de espera numa urgência hospitalar (pdf)
Fila de espera monofase monocanal (pdf)
Produção em fluxo (flow production) (pdf)
Mudança rápida de série (SMED) (pdf)
Capacidade de um processo (pdf)
Custos degressivos resultantes da experiência (pdf)
Faça aqui o download de uma demonstração do software profissional BOTTLEFLOW (Produção lean de modelos misturados sincronizada com a procura) que desenvolvi para a José Maria da Fonseca Vinhos, SA ao serviço do Instituto de Soldadura e Qualidade.
Eis algumas aplicações em Excel que poderá usar ou adaptar:
Caso programação PERT.XLSM (activar a macro)
Demonstra que para determinar a duração esperada de um projecto ou a probabilidade de um certo prazo ser excedido, é necessário
considerar todos os caminhos ao longo da rede, ao contrário do que se lê nos livros de texto que elegem apenas o caminho
com a duração esperada mais longa. O método analítico usado pode ser validado através de simulação de Monte-Carlo.
Demonstra através de simulação de Monte-Carlo a correcção da expressão de cálculo do desvio-padrão da procura durante
o prazo de aprovisionamento no modelo de reposição contínua de materiais para stock.
Mostra, através de um exemplo, a forma de determinar a capacidade necessária ao PT a jusante de 3 PT operados manualmente,
bem como a dimensão de um stock volante (buffer) entre aquele e estes.
Mostra, através de um exemplo, a diferença entre dois modos possíveis de cálculo da disponibilidade de um sistema.
Exemplifica como determinar o número máximo de lotes possíveis fabricar de cada produto de um mix
de produtos, de acordo com os princípios da programação uniforme de modelos misturados.
Vai registando os tempos de uma operação executados manualmente por um operador bem como as cadências observadas
e avisa quando já são suficientes para satisfazer a precisão estatística desejada. Serve para fixar um tempo
standard depois do ajuste dos complementos social e de fadiga julgados adequados a cada caso.
Programação PERT de um projecto.XLS
Exemplifica a programação PERT de um projecto com relações Fim-Início e Início-Início e
leads e lags pelo método analítico e pelo método de simulação de Monte Carlo.
Simulador de controlo de qualidade (atributos).XLS
Mostra a forma de construção de uma carta de controlo de qualidade de um processo
por atributos (% de defeitos). O seu preenchimento é feito com dados aleatórios.
Simulador de controlo de qualidade (variáveis).XLS
Mostra a forma de construção de uma carta de controlo de qualidade de um processo
por variáveis. O seu preenchimento é feito com dados aleatórios.
Fila de espera empírica com desistências.XLS
Simula o funcionamento de uma fila de espera monofase e monocanal com desistências. A disciplina de
chegadas bem como a disciplina de atendimento seguem distribuições empíricas de probabilidade.
Fila de espera teórica com desistências.XLS
Simula o funcionamento de uma fila de espera monofase e monocanal com desistências. Os intervalos de
tempo entre chegadas à fila são descritos por uma distribuição Exponencial negativa e os
tempos de atendimento são descritos por uma distribuição Normal.
Determina a quantidade óptima a adquirir (ou a fabricar) de um produto único para posterior venda
(um jornal, uma revista, uma promoção, bolos do dia, etc.).
Simula valores de procura diária de um produto resultante da soma das componentes de
tendência, sazonalidade e aleatória.
Determina o nº de equipamentos necessários alocar para conseguir uma certa produção diária
(até 3 estações) e o custo unitário de não-qualidade.
Scrap_Rework.XLS (activar a macro)
Determina o impacto económico da não-qualidade numa linha de produção (até 3 Estações) e
o nº de equipamentos iguais necessários por cada Estação.
Modelos_Gestão_Stocks.XLSX (alterado em 05 de Abril de 2010)
Determina os parâmetros de gestão dos modelos de reposição para stock.
Determina a periodicidade económica de encomenda de artigos (até 10) provenientes de um
mesmo fornecedor, podendo ser adquiridos em grupos.
Eficiência_Utilização_Disponibilidade.XLSX (alterado em 28 de Setembro de 2011)
Determina a Eficiência, a Utilização e a Disponibilidade de um equipamento nas perspectivas da
produção e da manutenção e de um equipamento stand-by, durante um qualquer período.
Determina o impacto económico da não-qualidade num posto de trabalho (PT).
Determina a rejeição total de uma linha de produção composta por 3 postos de trabalho (PT).
O caso pode também ser resolvido por simulação pelo método de Monte-Carlo.
Determina a % de peças que pode circular várias vezes num PT (demonstração por simulação
da fórmula usada na célula C7 da aplicação "Rejeições_3PT.XLS").
Determina os tempos e custos médios unitários previsionais e degressivos de uma série de produtos
a fabricar em relação aos quais se verifica o efeito de aprendizagem (experiência).
Determina o risco alfa ou risco do fornecedor ver rejeitado um produto que está bom (erro tipo I)
e o risco beta ou risco do cliente aceitar um produto que está mau (erro do tipo II).
Determina o plano de ordens de fabricação de um certo produto a partir do conhecimento do plano
de entregas previstas e de outros parâmetros de gestão dentro do princípio just-in-time.
MRP_compras.XLS (alterado em 19 de Novembro de 2011)
Determina o plano de ordens de compra a um determinado fornecedor a partir do conhecimento do plano
de necessidades previstas e de outros parâmetros de gestão dentro do princípio just-in-time.
Previsão da evolução de uma variável.XLS
Prevê os valores futuros de uma variável com base em dados históricos, segundo o método de alisamento
exponencial com tendência (método de Holt).
Simulador de Gestão de stocks.XLS (alterado em 21 de Novembro de 2011)
Determina os valores dos indicadores de desempenho da gestão de stocks de um item de consumo corrente
(procura aleatória segundo uma distribuição de probabilidade Normal), por simulação de Monte-Carlo.
Gestão centralizada ou descentralizada de stocks?XLS
Compara os custos de gestão dos stocks de 3 distribuidores realizada centralizadamente a partir de um armazém
ou descentralizadamente a partir de cada distribuidor, por simulação de Monte-Carlo.
Análise ABC.XLS (activar a macro)
Realiza uma análise da importância relativa de quaisquer itens (até 1.000) em armazém segundo 7 critérios.
Dimensionamento de um buffer.XLS (activar a macro) (alterado em 07 de Dezembro de 2011)
Determina a dimensão óptima económica de um acumulador de material (stock volante) entre quaisquer
dois postos de trabalho.
Determina a dimensão do lote económico de cada produto produzido num mesmo equipamento
quando os custos de setup são importantes.