Gestão de Operações
Gerir a produção é gerir filas de espera (RA)
Funções do gestor de operações:![]()
Gerir eficazmente operações numa empresa industrial ou numa empresa de serviços requer competências na concepção e construção de sistemas integrados de pessoas, materiais, informação, equipamentos e energia. Estas competências têm os seus fundamentos na matemática, física e ciências sociais, as quais se combinam com os princípios e métodos de análise e concepção de sistemas de forma a especificar, prever e avaliar os resultados obtidos. Assim, o gestor de operações trabalha na indústria (project, job-shop, batch, flow, process) ou serviços (hotéis, hospitais, bancos, administração pública, grandes edifícios comerciais, etc.), com o objectivo de melhorar permanentemente a qualidade dos produtos e serviços prestados e a produtividade das organizações.
De uma forma sucinta, o gestor de operações reúne competências nas seguintes áreas de trabalho: Análise de métodos, tempos e custos de operações; Contabilidade de custos; Gestão de stocks de materiais e análise da sua performance; Controlo de Qualidade de produtos e de processos; Análise e reformulação de layouts; Análise da performance da gestão de sistemas; Análise estatística do funcionamento de sistemas; Técnicas de simulação de sistemas (operacionais e de gestão); Análise económica e financeira de projectos de investimento; Análise multicritério de alternativas de decisão; Manutenção Preventiva e Curativa de equipamentos; Segurança, Saúde e Higiene no Trabalho; Gestão de Energia; Planeamento e Controlo de Operações; Planeamento e Controlo de Projectos; Tecnologias de Produção Industrial; Automação e Robótica...e recorre a software de apoio - desde as ferramentas popularizadas de automação de escritórios até a software específico que lhe permite planear e controlar operações, analisar sistemas existentes ou conceber novos sistemas (criando modelos e simulando o seu funcionamento).
Para que serve o Planeamento e Controlo da Produção?
A área de produção industrial tem sofrido ao longo das últimas três décadas enormes transformações, quer no respeitante às tecnologias, quer no respeitante às suas formas de organização. Enquanto que as tecnologias caminharam no sentido de proporcionar níveis crescentes de eficiência e flexibilidade, as formas organizacionais esforçaram-se por conciliar dois objectivos aparentemente inconciliáveis: a qualidade e a flexibilidade. As empresas foram progredindo nesta senda e muitas atingiram níveis limite de performance operacional. Resta um paradigma a conquistar: o da previsibilidade, isto é, conseguir cumprir as datas que foram prometidas. Para tal, para além de informação realista na base de dados e de software apropriado, é necessário identificar todas as restrições que se colocam nos vários ambientes possíveis de produção, compreender o seu comportamento – muitas vezes aleatório – e contar com os seus efeitos no processo de planeamento e controlo.
As técnicas de planeamento evoluíram muito e diferenciaram-se também consoante os diferentes ambientes de produção: repetitiva contínua (process), repetitiva discreta (flow-shop), repetitiva por lotes (batch), intermitente múltipla (job-shop) e intermitente unitária (project). O primeiro passo para conseguir um bom nível de previsibilidade começa pois pelo domínio destas técnicas, as quais são hoje suportadas por software. De salientar que algumas destas técnicas são extensíveis a muitos ambientes de serviços, como, por exemplo, estabelecimentos de saúde e administração pública.
As minhas competências nesta área permitem-me:
Organizar a produção de forma a responder rapidamente a alterações necessárias do planeamento;
Encurtar drasticamente os tempos de mudança de série de fabrico de forma a viabilizar a produção de pequenos lotes;
Sequenciar lotes de fabrico de forma a manter os stocks a níveis mínimos e, simultaneamente, nunca entrar em rotura;
Balancear uma linha de produção de postos de trabalho fixos (quem faz o quê);
Balancear uma célula de trabalho (postos de trabalho móveis);
Conceber e implementar um sistema de sincronização entre postos de trabalho (Kanbans);
Dimensionar lotes económicos de fabrico, isto é, que tenham em conta o custo gerado durante as paragens para a mudança de série e o custo de posse do stock e que evite a ocorrência de roturas;
Estimar as durações e os custos e programar as várias actividades de um projecto (CPM e PERT);
Construir um tempo standard ou um custo standard de uma fabricação repetitiva;
Determinar a probabilidade (risco) de a duração ou o custo de uma actividade ou de um projecto exceder limites predefinidos;
Seleccionar um layout que melhor satisfaça determinados requisitos.
Os artigos e aplicações Excel seguidamente listados exemplificam como abordar alguns destes temas e destinam-se apenas a ilustrar as minhas competências.
Eis alguns artigos meus sobre gestão de operações industriais que poderão ser-lhe úteis:
Introdução às filas de espera (ppt)
Balanceamento de uma linha de produção (pdf) (ampliado em 21 de Fevereiro)
Dimensionamento de um parque de equipamentos clínicos de emergência (pdf)
A simulação na análise do funcionamento de um bloco operatório (pdf)
Planeamento de longo, médio e curto prazo (pdf)
Fila de espera numa urgência hospitalar (pdf)
Fila de espera monofase monocanal (pdf)
Produção em fluxo (flow production) (pdf)
Mudança rápida de série (SMED) (pdf)
Capacidade de um processo (pdf)
Custos degressivos resultantes da experiência (pdf)
Faça aqui o download de uma demonstração do software profissional BOTTLEFLOW (Produção lean de modelos misturados sincronizada com a procura) que desenvolvi para a José Maria da Fonseca Vinhos, SA ao serviço do Instituto de Soldadura e Qualidade.
Eis algumas aplicações em Excel que poderá usar ou adaptar:
Mostra, através de um exemplo, a forma de determinar a capacidade necessária ao PT a jusante de 3 PT operados manualmente,
bem como a dimensão de um stock volante (buffer) entre aquele e estes.
Mostra, através de um exemplo, a diferença entre dois modos possíveis de cálculo da disponibilidade de um sistema.
Exemplifica como determinar o número máximo de lotes possíveis fabricar de cada produto de um mix
de produtos, de acordo com os princípios da programação uniforme de modelos misturados.
Vai registando os tempos de uma operação executados manualmente por um operador bem como as cadências observadas
e avisa quando já são suficientes para satisfazer a precisão estatística desejada. Serve para fixar um tempo
standard depois do ajuste dos complementos social e de fadiga julgados adequados a cada caso.
Programação PERT de um projecto.XLS
Exemplifica a programação PERT de um projecto com relações Fim-Início e Início-Início e
leads e lags pelo método analítico e pelo método de simulação de Monte Carlo.
Mostra a forma de construção de uma carta de controlo de qualidade de um processo
por atributos (% de defeitos). O seu preenchimento é feito com dados aleatórios.
Mostra a forma de construção de uma carta de controlo de qualidade de um processo
por variáveis. O seu preenchimento é feito com dados aleatórios.
Fila de espera empírica com desistências.XLS
Simula o funcionamento de uma fila de espera monofase e monocanal com desistências. A disciplina de
chegadas bem como a disciplina de atendimento seguem distribuições empíricas de probabilidade.
Fila de espera teórica com desistências.XLS
Simula o funcionamento de uma fila de espera monofase e monocanal com desistências. Os intervalos de
tempo entre chegadas à fila são descritos por uma distribuição Exponencial negativa e os
tempos de atendimento são descritos por uma distribuição Normal.
Determina a quantidade óptima a adquirir (ou a fabricar) de um produto único para posterior venda
(um jornal, uma revista, uma promoção, bolos do dia, etc.).
Simula valores de procura diária de um produto resultante da soma das componentes de
tendência, sazonalidade e aleatória.
Determina o nº de equipamentos necessário alocar para conseguir uma certa produção diária
(até 3 estações) e o custo unitário de não-qualidade.
Scrap_Rework.XLS (activar a macro)
Determina o impacto económico da não-qualidade numa linha de produção (até 3 Estações) e
o nº de equipamentos iguais necessários por cada Estação.
Modelos_Gestão_Stocks.XLSX (alterado em 05 de Abril)
Determina os parâmetros de gestão dos modelos de reposição para stock.
Determina a periodicidade económica de encomenda de artigos (até 10) provenientes de um
mesmo fornecedor, podendo ser adquiridos em grupos.
Eficiência_Utilização_Disponibilidade.XLS
Determina a Eficiência, a Utilização e a Disponibilidade de um Posto de
Trabalho verificada num qualquer período.
Determina o impacto económico da não-qualidade num posto de trabalho (PT).
Determina a rejeição total de uma linha de produção composta por 3 postos de trabalho (PT).
O caso pode também ser resolvido por simulação pelo método de Monte-Carlo.
Determina a % de peças que pode circular várias vezes num PT (demonstração por simulação
da fórmula usada na célula C7 da aplicação "Rejeições_PT.XLS").
Determina os tempos e custos unitários, médios e totais de uma série de produtos para fabricação dos quais se verifica
um efeito de aprendizagem (experiência) originando a degressividade dos tempos e dos custos unitários.
Determina o risco alfa ou risco do fornecedor ver rejeitado um produto que está bom (erro tipo I)
e o risco beta ou risco do cliente aceitar um produto que está mau (erro do tipo II).
Determina o plano de ordens de fabricação de um certo produto a partir do conhecimento do plano
de entregas previstas e de outros parâmetros de gestão dentro do princípio just-in-time.
Determina o plano de ordens de compra a um determinado fornecedor a partir do conhecimento do plano
de necessidades previstas e de outros parâmetros de gestão dentro do princípio just-in-time.
Previsão da evolução de uma variável.XLS
Prevê os valores futuros de uma variável com base em dados históricos, segundo o método de alisamento
exponencial com tendência (método de Holt).
Determina os parâmetros ideais de gestão do stock de um item de consumo corrente (procura aleatória segundo
uma distribuição de probabilidade Normal), por simulação de Monte-Carlo.
Gestão centralizada ou descentralizada de stocks?XLS
Compara os custos de gestão dos stocks de 3 distribuidores realizada centralizadamente a partir de um armazém
ou descentralizadamente a partir de cada distribuidor, por simulação de Monte-Carlo.
Análise ABC.XLS (activar a macro)
Realiza uma análise da importância relativa de quaisquer itens (até 1.000) em armazém segundo 7 critérios.
Dimensionamento de um buffer.XLS (activar a macro)
Determina a dimensão óptima económica de uma acumulador de material entre dois postos de trabalho.
Determina a dimensão do lote económico de cada produto produzido num mesmo equipamento
quando os custos de setup são importantes.